A estruturação da experiência contribuiu para tornar o acesso às informações mais claro e organizado, alinhando-se ao objetivo do produto de facilitar a consulta pública.
O foco foi transformar um fluxo inicial em uma experiência clara, consistente e funcional para o usuário.
O principal desafio foi transformar um fluxo previamente definido em uma experiência intuitiva e organizada, garantindo clareza para o usuário mesmo sem um processo completo de discovery. Além disso, era necessário estruturar a navegação e as funcionalidades do sistema de forma consistente, reduzindo a complexidade e facilitando o uso no dia a dia.
Durante o desenvolvimento do projeto, algumas decisões foram fundamentais para garantir a qualidade da experiência:
A estrutura do sistema foi pensada para facilitar o acesso às principais funcionalidades, reduzindo a necessidade de múltiplos passos.
Os elementos foram organizados para destacar informações mais relevantes e facilitar a leitura e compreensão.
Foi adotado um padrão visual consistente entre as telas, garantindo maior previsibilidade e facilidade de uso.
Sempre que possível, os fluxos foram ajustados para reduzir complexidade e tornar as interações mais diretas.
Frequentemente, o design tenta esconder dados para simplificar a experiência. Aqui, o dado é a própria ferramenta. O desafio foi criar uma interface que acomoda gráficos, mapas de cobertura e tabelas densas, permitindo que o usuário tenha clareza total sem perder a profundidade técnica necessária.
Um dos pilares do Suria é a visualização geográfica. Não se trata apenas de colocar pontos num mapa, mas de fornecer contexto espacial para decisões regulatórias. Projetei uma experiência onde o mapa de calor de cobertura não é apenas uma imagem estática, mas uma camada de dados viva.
O desafio técnico foi garantir a performance: carregar polígonos complexos de propagação de sinal sem travar a interface. Ao utilizar carregamento progressivo e filtros inteligentes, permiti que o utilizador alterne entre a visão macro do território nacional e o detalhe técnico de uma antena específica em segundos. A interface funciona como uma lente, onde o zoom não apenas aumenta a imagem, mas revela novos níveis de metadados técnicos.
No setor de radiodifusão, entender ‘quem é quem’ por trás de uma concessão é uma tarefa crítica. Para o Suria, desenhei um módulo de gestão de entidades que descomplica estruturas societárias densas. O desafio aqui foi criar uma tabela que suportasse centenas de acionistas sem perder a legibilidade, integrando indicadores de regularidade fiscal e jurídica diretamente na listagem.
Utilizei uma hierarquia visual rigorosa para destacar o que é prioritário: o percentual de participação e a situação legal de cada sócio. Esta abordagem permite que o analista identifique riscos de conformidade em segundos, transformando o que antes era uma consulta manual em diversas bases num fluxo de trabalho centralizado e transparente.
Ao centralizar fluxos que antes eram dispersos, estimamos uma redução de 40% no tempo de análise. Menos tempo procurando dados significa mais tempo tomando decisões regulatórias críticas.
Implementamos uma hierarquia onde a complexidade é revelada aos poucos. O resultado é uma interface que não “esconde” o dado para parecer simples, mas que o organiza para ser inteligível à primeira vista.
Mapas de calor e tabelas societárias deixaram de ser itens estáticos para se tornarem ferramentas vivas. Agora, o analista tem 100% de clareza territorial antes de apertar qualquer botão.
Ao abraçar o Design System do Governo (DSGOV), garantimos que o Suria não seja apenas “meu” projeto, mas uma ferramenta que qualquer equipe técnica possa manter e evoluir com consistência.
O desenvolvimento do Suria foi guiado por uma abordagem estruturada de design, adaptada ao contexto do projeto. Com base em alinhamentos remotos e requisitos fornecidos, o foco foi organizar a complexidade dos dados técnicos em uma interface mais clara e utilizável.
Análise dos requisitos fornecidos e entendimento do domínio de radiodifusão com base em materiais e sistemas similares.
Organização das informações e definição de requisitos a partir do fluxo inicial recebido.
Adaptação de padrões do GOV.BR para garantir consistência e acessibilidade na interface.
Refinamento das interfaces com base em feedbacks e na evolução do entendimento do sistema.
Esse projeto reforçou a importância de adaptar soluções de design a diferentes contextos de trabalho, especialmente em cenários com menor proximidade com o cliente e ausência de discovery completo. A experiência também destacou o valor de utilizar repertório prévio para tomar decisões mais assertivas, garantindo qualidade na entrega mesmo diante de restrições.